Pessoal

  • Coisas para fazer no primeiro mês de um ano novo

    O começo de um novo ano representa uma oportunidade de dar um novo frescor à vida, adquirir novos hábitos e resolver problemas – dos mais variados. Iniciar um novo ano com uma lista infindável de coisas para fazer, objetivos a alcançar, dinheiros a salvar ou um novo estilo a incrementar o guarda-roupas se mostra uma atividade estressante e desafiadora.

    Com minhas poucas experiências nesta nada mole vida (que, neste ano, se conta o trigésimo primeiro ano em que esse coração aqui bate) eu pude perceber algumas das sutilezas da vida e saber o que funciona para mim e o que não; ou, pelo menos, em cada ano, a precisão fica mais assertiva. Não se trata de ser rígido, mas de ter um autoconhecimento mais apurado. A vida é feita de altos e baixos, você já deve ter percebido isso, e qualquer que te disser que o contrário disso é verdade é, não apenas um mentiroso, como néscio – e, não duvido eu, tem alguma segunda intenção com essa mentira.

    E aqui, chegamos naquele momento que nos imputa a reflexão da vida: será que as escolhas que fizemos foram as melhores? Será que nos deixamos vacilar e permitimos que o suor escorra em vão, ou o coração bater em um ritmo mais angustiante do que deveria? Será que gastamos mais do que a nossa conta bancária permite – ou metemos os pés pelas mãos – na tentativa de agradar a muitos, ou que comemos aquilo que não nutre o corpo, mas que aumenta os triglicérides (ah, os benditos triglicérides! Ou, quando não, o colestoral – oh! bendito colesterol!)?

    Os tantos serás que vêm sobre dezembro geralmente trazem o “ano que vem, tudo vai melhorar” – e, assim, pelo menos nós cremos, e havemos mesmo de crer pois, do contrário, como deixar o coração continuar batendo e a língua cantando, cantando, oh minha gente, se não crer que, sim, a vida vai melhorar! E assim, a gente prossegue crendo que a vida vai mesmo melhorar, e deixamos a tristeza pra lá, ainda bem.

    É bem verdade que dizem os poetas de internet que, se você não sabe para onde ir, qualquer caminho serve. Mas aqui eu quero trazer três reflexões sobre coisas práticas que podemos fazer para trazer à existência uma nova realidade para a vida, um novo ímpeto em aproveitar bem a nossa existência e em ser mais que um mero bom cidadão que cumpre com as suas obrigações fiscais, ou que um bom marido, pai, trabalhador, voluntário ou cinéfilo.

    Boa leitura.


    1. Você está consumindo muito conteúdo

    E a sua vida está passando. E passando, e passando. Você gasta horas em frente à tela do seu celular consumindo conteúdo e outras tantas em frente ao seu computador trabalhando. Os seus olhos estão cansados e a sua mente está exausta de tanta tendência, cores e músicas de baixa qualidade. Não é para isso que você foi criado.

    “Tudo é ilusão”, diz o poeta de Eclesiastes1. Nós tendemos a acreditar, de uma maneira bastante ingênua, que a maioria das coisas que vemos nas redes sociais são verdade. E isso gera em nós ansiedade social, frustração, inveja e o sentimento de não-pertencimento.

    O antídoto para estes sentimentos não necessariamente está no desativar das redes, mas sim no consumo moderado, quase escasso. Algumas poucas vezes por semana (em duas ou três ocasiões) são mais que suficientes, apenas para ver o que seus amigos estão fazendo, fazer uma reserva em um restaurante local ou se inspirar em conteúdo original. Faça isso e você me agradecerá depois.

    Porém, para algumas redes (como X e TikTok), não existe outro caminho a não ser a exclusão definitiva. Livre-se destes males sociais o quanto antes.

    2. Coma comida de verdade

    Pare de comer e desejar todo alimento de baixa qualidade que está diante de seus olhos, bem como passe a ser seletivo sobre o que entra em seu corpo. Seja prudente em suas escolhas, informe-se sobre o que é cada ingrediente que compõem um alimento e descarte todos aqueles que podem trazer potenciais malefícios à sua saúde, à beleza da sua pele ou ao funcionamento do seu corpo.

    Não sou nutricionista, mas há uma abundância de conselhos deles para que comamos menos carboidratos de alto índice glicêmico (como àqueles provenientes do trigo e do milho – e aqui se incluem os processados). Pare de se encher de arroz branco nos seus almoços – varie na qualidade dos itens, nas muitas cores e sabores. Adicione mais frutas, legumes e vegetais à sua refeição.

    3. Todo mundo tem algo a dizer. Escute menos.

    Em uma era de abundância de informações, todo mundo tem algo a dizer. Há muitas vozes conflitantes por aí, causando desarmonia no ambiente e traduzindo para o português a loucura da mente. Não dê ouvidos à essas pessoas.

    Não leia muitos livros, nem muitas revistas, nem seções de opinião ou editoriais. Não. Ou, do contrário, você se tornará um reunido de ideias conflitantes que não se fartará em conhecer e saber cada vez mais, sobre mais e mais coisas.

    A dica mais preciosa nesse sentido eu recebi do ilustre filósofo A.-D. Sertillanges:

    A “paixão” pela leitura, que muitos honram como uma preciosa qualidade intelectual, é na verdade uma tara; não difere em nada das outras paixões que devoram a alma, trazem-lhe perturbações, lançam e entrecruzam nela confusas correntes e esgotam suas forças.

    A leitura desordenada entorpece o espírito, não o alimenta; torna-o pouco a pouco incapaz de reflexão e de concentração, e por conseguinte de produção; exterioriza-se por dentro, se posso exprimir-me assim, e torna-o escravo de suas imagens mentais, desse fluxo e refluxo do qual ele se torna um ardoroso espectador. Uma exaltação desse tipo é um álibi; despoja a inteligência e faz com que ela só saiba seguir os pensamentos dos outros e entregar-se à corrente das palavras, das exposições, dos capítulos, dos tomos.2


    Dito tudo isso, e agora?

    Aqui está a sua checklist de coisas para fazer no primeiro mês de um novo ano:

    • Verificar aniversários do mês e tomar as providências (presentes, cartões, jantares, etc)
    • Separar roupas usadas que não servem mais para doação
    • Limpar e guardar a decoração de Natal
    • Organizar o cantinho de estudos
    • Tomar sol diariamente
    • Criar (ou atualizar) a planilha anual de gastos pessoais
    • Agendar consultas médicas para fazer um check-up anual
    • Planejar o que pretende fazer no feriado de Carnaval e aos finais de semana (passeios, viagens)
    • Ir ao museu
    • Ir à praia
    • Limpar mensagens e e-mails antigos que já não sejam necessários

    Frutas da época

    • Abacaxi
    • Acerola
    • Banana da prata
    • Caju
    • Laranja-pêra
    • Manga
    • Mamão
    • Melancia

    Roupas da época

    Janeiro é um dos meses mais intensos do verão. Opte por roupas e acessórios leves com fibra natural, como algodão, couro, juta e linho. Elimine definitivamente do seu guarda-roupas vestuário à base de plástico: poliéster, poliamida e todos os demais. Revista-se de algodão e outras fibras naturais.

    Música

    Cerque-se de canções alegres, que te façam imaginar um verão mediterrâneo em Saint-Tropez, Marbella e Capri. Aqui está uma playlist apropriada para a ocasião:


    1. Foto de capa deste artigo: © Chloe Christianson. Via Dupe, reproduzido sob licença.
    2. © Katie Holtzclaw. Via Dupe, reproduzido sob licença.
    3. © Una Arslanagic. Via Dupe, reproduzido sob licença.
    1. Eclesiastes 1:2 ↩︎
    2. Citação de trecho do livro A Vida Intelectual, de A.-D. Sertillanges. ↩︎

  • 7 técnicas japonesas para superar a preguiça

    Esse post é uma tradução de um post do X que vi recentemente e achei bastante sucinto e inspirador. Ele fala sobre sete das principais técnicas que os japoneses usam para lidar com questões da vida, trabalho e relacionamentos. Boa leitura.


    1. Ikigai

    Significa ter um propósito na vida. A razão pela qual você acorda a cada manhã. As 4 regras do Ikigai são:

    • Faça o que você ama
    • Faça aquilo em que você é bom
    • Faça o que o mundo precisa
    • Faça o que você pode ser pago

    2. Kaizen

    Significa focar em pequenas melhorias todos os dias, tentando se tornar 1% melhor diariamente.

    3. Shoshin

    É um conceito do Zen Budismo que significa abordar as coisas com uma mentalidade de iniciante. “Se a sua mente está vazia… ela está aberta a tudo. Na mente do iniciante existem muitas possibilidades, mas na mente do especialista há poucas.” – Shunryu Suzuki (autor do livro “Mente Zen, mente de principiante”).

    4. Hara Hachi Bu

    Isso significa parar de comer depois de estar 80% satisfeito. Se você comer demais, é mais provável que você se sinta mal.

    5. Shinrin-yoku

    Shinrin em japonês significa “floresta” e yoku “banho” (banho de floresta). Basicamente significa que se deve passar mais tempo com a natureza.

    6. Wabi-sabi

    Isto significa que em vez da perfeição deveríamos encontrar beleza na imperfeição.

    7. Ganbaru

    Isso significa que devemos ser pacientes e fazer o melhor possível.


    Foto da capa: © Mikuma

  • Olá, mundo

    “Olá, mundo” é o primeiro post original a ser configurado após a instalação do WordPress, esse sistema open source maravilhoso que permite que coisas bonitas, belas e sensatas cheguem às nossas telas.

    Por aqui, quero usar o “Olá, mundo” apenas para dar as boas vindas à esse novo espaço de compartilhamento de fragmentos da minha vida que, por algum motivo ainda não tão claro, eu creio que possa ser interessante compartilhar.

    A foto do destaque é essa pizza bonitona que nada tem a ver com o teor do post; ela é, simplesmente, bonita. Essa é a Pepe Marmellata, uma belezura de queijo brie com geleia de pimenta, molho de tomate natural e mozzarella, da Mamma Jamma. Recomendo demais.

    É isso. Se precisar falar comigo, sabe-se lá para quê, mande um oi@lpdantas.com